Da série “Quem se lembra?”

Paul Simon e Art Garfunkel

Garfunkel
Até hoje os fãs lamentam o fim da dupla de rock Simon & Garfunkel, no início dos anos 1970. Os dois deixaram gravadas na história canções que jamais deixaram de fazer sucesso, como Sounds Of Silence, Bridge Over Troubled Waters e Mrs. Robinson, trilha sonora do filme A Primeira Noite de Um Homem, estrelado por Dustin Hoffmann e Anne Bancroft.

Amigos de infância e de origem judaica, Paul e Garfunkel conheceram-se na escola primária, aonde chegaram a encenar peças de teatro. Mas, já consolidados como músicos, tiveram divergências de estilo e acabaram se separando.

Entre 1981 e 1983, porém, Paul Simon e Art Garfunkel uniram-se temporariamente para uma turnê que começou com um memorável show para quase um milhão de pessoas ao Central Park de Nova Iorque e lotou praças de dezenas de outras cidades dos Estados Unidos.

Na apresentação em Cleveland, no estado de Ohio, o percursionista brasileiro radicado na América Airto Moreira foi encarregado da percussão e foi igualmente aplaudido. Eu vi. Eu estava lá e fiz essa foto.

CCJ

Cenários do Poder

Plenário da Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados. Fto Orlando Brito

Esta é a foto da sala da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. É lá que parlamentares de vários partidos – e em alguns casos juristas, especialistas em várias leis, professores de temas institucionais, estudiosos – debatem questões que irão posteriormente ser apreciados pelos deputados no plenário principal daquela Casa Legislativa.

É aí que os deputados debatem preliminarmente os projetos que virão a tornar-se lei. Por exemplo, temas como a redução de maioridade penal, legalização do aborto etc, entre tantos outros assuntos de igual relevância.

Em primeiro plano, estão as bancadas destinadas aos assessores e jornalistas e, mais ao fundo, dos próprios parlamentares. Em cada um dos assentos, um microcomputador. À direita, a estátua de Ruy Barbosa. Ao centro, a mesa da presidência da comissão, e a bandeira do Brasil. Presos à parede, a simbólica pintura de autoria do artista plástico Rafael Falco “Tiradentes ante o carrasco”, de 1951, e o painel digital, apagado, que orienta o desenrolar das sessões.

Sempre entendi que uma das funções de um fotojornalista é aproximar os leitores distantes daquilo que ele tem a primazia de enxergar de perto. Por exemplo, um lugar, fato, um personagem etc. No meu caso – fotógrafo que principalmente cobre os lances do Poder na Capital do Brasil –, estou em todo momento diante de praticamente tudo o que de mais importante acontece.

Em geral, porém, as imagens que as pessoas ausentes têm a oportunidade ver são aquelas em que os lugares, sejam nos palácios, ministérios, tribunais ou no Congresso, estão repletos de figuras importantes da República. Por isso, resolvi oferecer a esses leitores e internautas uma noção do visual desse cenário.