O poder feminino

Ministra Zélia, princesa Isabel e presidente Dilma

Poder feminino, OrlandoBrito pag

Reunião do alto empresariado brasileiro com a economista paulistana Zélia Cardoso de Mello, titular do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento no governo Fernando Collor entre 15 de março de 1990 e 10 de maio de 1991.

Como foiDuas grandes surpresas marcaram a posse de Fernando Collor quando assumiu a Presidência da República. A primeira foi a escolha de uma mulher para conduzir a economia do País. Isso, Zélia Maria Cardoso de Mello passava a comandar a pasta da Fazenda. A segunda, o confisco pelo governo dos investimentos dos brasileiros na caderneta de poupança. Essa dupla novidade atraiu a atenção do noticiário não somente para o Palácio, mas também para a Esplanada dos Ministérios. Eu mesmo, à época fotógrafo de uma revista de São Paulo, passei a cobrir o principal gabinete do Planalto, mas também o da doutora Zélia.

Essa foto bem demonstra o poder e a relevância que tinha a ministra Zélia Cardoso de Mello. Na reunião em uma sala contígua à do Conselho Monetário Nacional, o olhar dos mais importantes empresários do Brasil voltam-se para ela, única mulher presente ao encontro, sentada à cabeceira da mesa.

A passagem de Zélia pelo governo durou catorze meses e ficou marcada não somente pelo confisco poupança de milhões de mutuários, mas também pela redução das alíquotas de importação e a redução dos altos níveis de inflação. Depois que deixou o ministério de Collor, casou-se com o humorista Chico Anísio – falecido em março de 2012 –, com quem teve dois filhos. Atualmente reside em Nova Iorque, onde dirige seu próprio escritório de assessoria.

Portanto, antes de Dilma Vana Rousseff eleger-se presidente, a mulher que mais deteve poder na história do Brasil foi a ministra Zélia Maria Cardoso de Mello, aos 36 anos de idade.

Não custa lembrar a existência de outra brasileira de total prestígio de nossa história: a princesa Isabel. A Lei Áurea, que põe fim à escravidão, leva sua assinatura. O decreto mudou fundamentalmente o destino do povo. Era filha de Dom Pedro II e casada do o Conde D’Eu. Foi também a primeira senadora do país. Só uma curiosidade sobre Sua Majestade Imperial, Dona Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil: seu nome completo era Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon.

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