Diário da República

O sumiço das cocadas

O sumico das cocadas, OrlandoBrioo 77

O presidente João Figueiredo e a primeira-dama, dona Dulce.

Como foiEsta foto não se refere intrinsecamente ao fato. Mas a história é imperdível. Conta-se que certo dia, o então governador Antônio Carlos Magalhães, da Bahia, mandou entregar pela manhã no terceiro andar do Palácio Planalto uma caixa com cocadas. Eram as melhores de sua terra, feitas especialmente por Dinha do Rio Vermelho. O destinatário era o casal presidencial, ou seja, João Figueiredo e a esposa dona Dulce. Acontece que o pessoal do gabinete sabia que o general não era apreciador de guloseimas. Como fizeram em outras ocasiões, comeram os doces.

À tarde ACM ligou para dona Dulce na Granja do Torto conferindo se ela havia gostado do presente. Mesmo sem ter saboreado as delicias, a primeira-dama agradeceu. Mas intrigada por não haver recebido os doces, interessada e curiosa no destino da encomenda, ela telefonou para um dos assessores do marido cobrando o presente de ACM.

Para encurtar a história: mandou-se vir às pressas de Salvador carga idêntica, antes que o Figueiredo rodasse a baiana pelo sumiço das cocadas enviadas pelo cordial amigo.

OrlandoBrito

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